A transformação digital dos meios de pagamento tem reconfigurado as relações entre consumidores, empresas, instituições financeiras e plataformas tecnológicas no varejo brasileiro. No setor supermercadista, caracterizado por alto volume de transações, margens reduzidas, intensa concorrência e forte presença no cotidiano das famílias, a inovação financeira representa oportunidade estratégica para ampliar eficiência operacional, fidelização, segurança transacional e inclusão digital. Este artigo analisa a gestão da inovação financeira com blockchain no varejo supermercadista brasileiro, discutindo seus impactos na competitividade empresarial e suas possibilidades como instrumento de inclusão digital e financeira. A pesquisa adota abordagem qualitativa, exploratória e analítico-propositiva, fundamentada em revisão bibliográfica e documental sobre blockchain, ativos virtuais, sistemas de pagamento, varejo alimentar, confiança do consumidor, governança de dados, inclusão financeira e regulação brasileira. O estudo examina aplicações como pagamentos com ativos digitais, stablecoins, tokens de fidelidade, cashback programável, rastreabilidade de produtos, contratos inteligentes com fornecedores e integração com carteiras digitais. Os resultados indicam que a adoção de blockchain pode gerar vantagens competitivas por meio da diferenciação tecnológica, redução de custos transacionais, aumento da transparência, fortalecimento da fidelização e integração com novos ecossistemas financeiros. Contudo, sua implementação enfrenta desafios regulatórios, operacionais, culturais e tecnológicos, incluindo volatilidade dos criptoativos, proteção ao consumidor, segurança cibernética, governança de dados, baixa educação financeira e desigualdades de acesso digital. Conclui-se que a gestão eficaz da inovação financeira com blockchain no varejo supermercadista brasileiro exige adoção gradual, integração com meios de pagamento consolidados, parceria com instituições reguladas, comunicação clara, proteção de dados, capacitação de equipes e estratégias inclusivas centradas no consumidor.
Blockchain technology has established itself as one of the main innovations associated with contemporary digital transformation, standing out for its ability to decentralize records, securely validate transactions, and reduce dependence on intermediaries. Initially linked to cryptocurrencies, its application has expanded to different sectors, such as finance, public administration, supply chains, and digital identity systems. This study aimed to analyze the economic and social impacts of blockchain, discussing its applications, potentialities, and challenges. The research is characterized as qualitative, exploratory, and descriptive, developed through bibliographic and documentary review based on national and international academic publications produced between 2008 and 2025. The results show that blockchain has the potential to promote greater transparency, security, traceability, and operational efficiency, in addition to enabling new business models based on decentralization and process automation. However, the analysis also highlights challenges related to scalability, interoperability, security, regulation, and digital inclusion, factors that may limit its large-scale adoption. Furthermore, the effectiveness of this technology depends on the existence of adequate infrastructure, technical training, and the development of public policies aimed at democratizing digital access. It is concluded that blockchain has strategic relevance in the contemporary economic and social scenario, although its consolidation depends on overcoming structural and institutional challenges that ensure its sustainable and socially inclusive application.
Vivianne de Aquino Rodrigues, http://lattes.cnpq.br/0687613272301770
A tecnologia blockchain pode revolucionar a maneira como as empresas controlam seus negócios, podendo prover soluções para meios de pagamentos seguros, identificação digital e contratos empresariais. Através desse trabalho foi possível integrar diversas áreas de conhecimento, buscando unir conceitos de redes blockchain e contratos inteligentes. Este estudo propõe uma solução, que utiliza a tecnologia Blockchain, para a criação de um sistema de contrato inteligente com multiassinatura de forma serial, sendo inovador pois os participantes não precisam estar logados simultaneamente na mesma plataforma para assinar o contrato. Possui o intuito de mostrar o uso e eficácia das redes blockchain em aplicações empresariais, além de realizar um estudo sobre segurança dessas redes através de uma prova de conceito com Smart Contracts, que supera as limitações e inseguranças das plataformas tradicionais de assinaturas de contratos. Para a criação da interface do contrato utilizou-se a plataforma de desenvolvimento de contratos inteligentes Full Stack Web3 sCrypt-TS, que possibilita ao usuário criar o contrato de maneira ágil e segura. Para assegurar os aspectos relacionados à segurança, foram realizados testes, em diferentes cenários e por fim é gerado uma análise dos resultados encontrados. Com isso, constatou-se que a solução desenvolvida atende as exigências de segurança e confidencialidade do mercado empresarial, bem como possibilita inúmeras pesquisas e aplicações.
Visando estimular o desenvolvimento de pesquisas relacionadas com matemática e tecnologia, o presente artigo apresenta os resultados do estudo que tem como objetivo principal compreender a matemática que fundamenta a tecnologia blockchain, essencial no funcionamento do bitcoin. A fim de tornar a pesquisa viável, a primeira etapa consiste em uma revisão bibliográfica dos fundamentos criptográficos envolvidos no sistema blockchain-bitcoin, numa perspectiva tecnológica e histórica. Na etapa seguinte, são explorados conteúdos específicos da matemática que se relacionam com a blockchain: teoria de grupos e curvas elípticas. Por fim, buscou-se conhecer as aplicações desses elementos matemáticos na segurança computacional da rede bitcoin. Como principal resultado desta pesquisa, foi visto que os valores fornecidos pelo Algoritmo de Assinatura Digital de Curvas Elípticas (ECDSA) são impraticáveis por força bruta, o que explica o alto nível de segurança que o caracteriza.
O presente reporte gratuito tem a intenção de discutir semanalmente o comportamento do Bitcoin, ativo financeiro digital. Este reporte traz também notícias e análises gráficas do Bitcoin. Além disso, apresenta novidades, softwares e aplicativos usados para acompanhar este criptoativo. O objetivo deste trabalho é de contribuir com o debate que envolve a cultura do Bitcoin. A Amauta é uma instituição de economia criativa e tem como objetivo disseminar conhecimento na comunidade acadêmica e empresarial com temas referentes a inovação, educação e finanças.
O artigo explica o uso de <em>Blockchain</em> e <em>Decentralised Autonomous Organisations</em> (DAO) para uma oferta do pregão eletrônico do Governo Federal na cadeia de suprimentos (<em>supply chain</em>) da saúde. Trata-se de uma alternativa proposta também na cadeia de suprimentos em outros setores como o setor de componentes para aviões. As compras eletrônicas estão aumentando no setor público, não apenas por causa da pandemia. Por sua vez, a <em>Blockchain </em>e uma modalidade para registrar negócios eletrônicos usada cada vez mais durante e após a pandemia. O setor da saúde tem compras de produtos padronizados como máscaras, vacinas etc. E pode aproveitar das novas tecnologias para reduzir o tempo de realização do contrato e da entrega mantendo a transparência e a segurança. Os resultados da análise mostram a possibilidade do uso de <em>Blockchain</em> e grupos de compra usando a tecnologia DAO no mundo do pregão eletrônico.
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A tecnologia blockchain é uma espécie de banco de dados ou um livro razão, no qual é possível inserir e transmitir informações de uma forma totalmente segura, rápida e transparente, não centralizando a informação em apenas um ponto. Também conhecida como “<strong>protocolo de confiança</strong>“, essa tecnologia foi criada em 2008 por Satoshi Nakamoto<sup>1</sup>, sendo, na época, a principal inovação no mundo tecnológico do bitcoin, mas não se confunde com a criptomoeda, pois essa tecnologia também pode ser utilizada nos mais diversos segmentos, como na educação, alimentos, automobilístico, marketing, saúde, e também no direito. Essa nova tecnologia propõe imutabilidade, transparência e descentralização como principal medida de segurança, funcionando como se fosse um livro razão, público, sem intervenção de terceiros. É uma base de dados distribuída que guarda um registro de transações definitivas e a prova de violação, não permitindo alterações, pois armazena informações em blocos que dependem de outros blocos seguintes e posteriores, formando uma cadeia de blocos. Ademais, essas informações não ficam em um computador centralizado, como habitualmente ocorre nos armazenamento de dados padrões pelo mundo, mas sim em milhares de computadores, cada um com seu próprio backup. Dessa forma não permitindo falhas que comumente poderiam ocorrem em uma centralização dos dados, pois se um nó (computador) deixar a rede, os demais conectados já teriam parte daquele bloco para compor a ausência deste. Isso faz com que todas as informações estejam sempre disponíveis de forma segura, pois um atacante (hacker) não conseguiria modificar as informações de toda uma cadeia de blockchain.
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Andreia de Castro Costa Xavier, Cláudio Gottschalg Duque
Introdução: O prontuário eletrônico do paciente constitui a base de apoio para os avanços tecnológicos na área de Saúde 4.0, expressão alusiva à Quarta Revolução Industrial ou Indústria 4.0. As inovações nesta área contemplam o emprego de robótica, inteligência artificial e conectividade para a prestação de serviços ao paciente. Esta pesquisa teve como pressuposto o fato de que o emprego de métodos arquivísticos e das tecnologias Blockchain e Smart Contracts pode contribuir positivamente para a gestão dos prontuários eletrônicos do paciente. Os aspectos contemplados por esta gestão se referem à produção, uso e destinação dos prontuários bem como à proteção, segurança e privacidade dos seus dados. Método: A busca sistemática da literatura e os estudos das obras da subárea[1] “Arquivologia” foram os métodos utilizados para identificar e descrever as atividades de uma gestão arquivística, os atributos das tecnologias Blockchain e Smart Contracts e a relação entre estes temas com a governança dos prontuários. A pesquisa teve um caráter exploratório, descritivo, qualitativo e uma perspectiva ontológica construtivista. Resultado: Os estudos contribuíram para constatar lacunas na legislação e na produção de artigos científicos sobre o tema investigado, bem como para identificar possíveis soluções tecnológicas para resolução de questões técnicas até então não elucidadas. Conclusão: A participação dos arquivistas em pesquisas relativas à gestão arquivística associada às tecnologias Blockchain e Smart Contracts é necessária para contribuir para a evolução da gestão documental da qual os prontuários eletrônicos do paciente fazem parte.[1] Segundo Araújo (2018), a Arquivologia é uma subárea da Ciência da Informação.
The appearance of wearable devices has allowed people to monitor their own health status even though they are in a home environment. In addition, there has also been an awareness of the population that health is something fundamental, causing the interest of people to control their own health, to track and analyze this personal health data. The person-centered approach to medicine emerged with the aim of enabling control of these health data for the people to whom they really belong, that is, the patient himself. In this way, a patient could not only monitor this data, but effectively decide who can and cannot access it. Blockchain is a technology that emerged with the aim of making secure transactions over the internet without the need for a trusted third party; in the context of health data, the trusted third party would be a hospital or an entity that stores and controls the data collected from patients. This research aims to develop a blockchain-based architectural solution for granting permission to access patient health data collected by a remote patient monitoring system through relationships on a social network. In order to validate the solution, smart contracts were implemented to identify, track data and allow the granting of permission to access patient data. Smart contracts were developed and tested using the blockchain platform Hyperledger Fabric.