ANÁLISE DE CUSTO-BENEFÍCIO ENERGÉTICO: PROOF OF WORK VS. PROOF OF STAKE VS. PROOF OF HISTORY
Abstract
A infraestrutura das redes de registro distribuído (DLT) atravessa uma fase de escrutínio rigoroso quanto à sua viabilidade ambiental e eficiência operacional. Este relatório técnico analisa exaustivamente os três principais paradigmas de consenso contemporâneos: Proof of Work (PoW), Proof of Stake (PoS) e Proof of History (PoH), sob a ótica do custo-benefício energético e da segurança sistêmica. O Proof of Work, embora detentor de uma robustez histórica inigualável, apresenta um consumo elétrico de proporções nacionais, demandando cerca de 1.375 kWh por transação na rede Bitcoin. O Proof of Stake, consolidado pela transição do Ethereum, reduziu o dispêndio energético em 99,95%, operando com uma média de 0,0026 kWh por transação através da substituição da exaustão computacional pelo compromisso de capital. O Proof of History, atuando como um relógio criptográfico integrado ao PoS na rede Solana, otimiza a ordenação temporal e a escalabilidade, resultando em um consumo marginal de 0,00051 kWh por transação, o mais eficiente entre os protocolos de alta performance. O estudo conclui que a migração para modelos de baixo consumo e alta vazão (throughput) é impulsionada não apenas por avanços técnicos, mas por marcos regulatórios como o MiCA da União Europeia, que exige transparência absoluta sobre o impacto climático dos ativos digitais.<br>
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